Quando elementos estrangeiros à minha dor sentimental sentem-se mal por mim, é porque é grave. Quando o ser humano é altruísta o suficiente para perder tempo a sentir pena de mim, a tentar minimizar mais uma desilusão, é porque é um bom (e quase exclusivo) ser humano e é porque a dor começou a transparecer. Saiu de mim para se tornar no meu monstro, que consome e corrói os anos que deveriam ser o apogeu da minha felicidade. Por favor Karma, já percebi. Agora já chega, deixa-me estar por favor. Não sei se consigo aguentar por muito mais tempo o teu castigo que nem sequer sei se fiz por merecer. Mas pronto, segundo as regras moralistas do universo cósmico não é suposto o castigo acabar assim que nos apercebemos que somos dignos dele?
Chega de príncipes.
Chega de sapatos.
Chega de sapos.
Chega de me considerar digna de título de princesa merecedora de um príncipe exclusivo.
Chega.
Vamos reinventar o amor? Reescrever as grandes histórias?
Quero muito. Mas sozinha não posso.
E nem o culpo sequer, porque ele simplesmente escolheu o caminho mais fácil quando decidiu contemplar o físico e o real e exorcizar o platónico. Só eu é que consigo viver num mundo conceptual, e é estranho como tudo nele se interliga.
Despeço-me, este blog acabou. Sou agora uma viciada no amor em reabilitação, e este é o primeiro passo.
13 July 2008
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3 comentários:
entao agr como é que posso continuar a acompanhar as tuas desilusões? Parecendo que não, até é saudável.
quem é o cesar?
"..Porque os amigos são assim, não nos protegem num mundo de mentiras, dizem-nos a verdade ainda que doa..."
ainda nao perdi o vicio de ler o que escreves
um beijo
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