03 November 2007

Muda de chá gelado à vontade.



"diz que os sonhos é para quando se está a dormir..."


E pensar que te jurei amizade eterna.
E pensar que te adorei por seres tão terra-a-terra.
E pensar que te amei incondicionalmente.


Ainda estou por decidir se és substituível ou não, se isto é um hino ou não, se consigo perdoar sem sofrer e/ou ter saudades tuas. Se esquecer e perdoar são sequer indissociáveis.

Tu não és ninguém, tu és a amiga-padrão. Esta é a carta padrão. Tu és pelo menos seis das minhas grandes, avassaladoras amizades, que acabam porque o meu orgulho não se permite de fazer vista grossa.

Porque a história tem aquele hábito irritante de se repetir, e eu de confiar, permitir, chorar e rir.

Hei-de errar até descobrir que o benefício da dúvida não devia ser chamado assim.

Aquela que eu invejava, de forma saudável.

Aquela que eu admirava, a quem eu aspirava.

Aquela que eu respeitava e venerava, de forma democrática.

Aquela com quem eu me identificava.

Aquela com quem eu queria partilhar sucessos. Dar-te um bocadinho do meu e sorrir com o teu.

Aquela com quem eu queria partilhar suas angústias e tristezas, sofrimentos, desilusões. Sofrer como se fosse a minha dor, chorar como se fossem as minhas lágrimas.

Aquela que amava assexuada e incondicionalmente.

Aquela que era eu.

Merda, está tudo no pretérito imperfeito. (sabes o que isso significa?)

20 October 2007

"A partilha do sono é o corpo de delito do amor", Milan Kundera.


Esta noite dormi com ele. Com desejo, sem sexo, com carinho, calor de corpo humano, beijos, abraços.


Explicar, relatar, desdobrá-lo, seria desmitificar-lhe em toda a sua beleza, e retirar-lhe um pouco do seu esplendor. Esta noite foi só minha.

18 October 2007

Salad days.

Os "dias de salada" não são dias de dieta. A expressão foi usada pela primeira vez por Shakespeare em "Antony e Cleopatra", para definir os efémeros anos de juventude, onde as únicas decisões a tomar são mais leves que a mais pesada das saladas.



Não quero crescer, talvez seja por isso que me tenha apaixonado precisamente por ele. Não me apaixonei somente por ele, disso estou certa. Apaixonei-me pela vivacidade dele, jovialidade, leveza. É como Milan Kundera argumenta sobre a teoria do eterno retorno de Nietzsche em "A Insustentável Leveza do Ser": "se o eterno retorno é o fardo mais pesado, então, sobre qual pano de fundo, as nossas vidas podem recortar-se em toda sua esplêndida leveza? (...) Que escolher, então? O peso ou a leveza?"



Eu prefiro a leveza.



Quero ser leve e nunca, nunca crescer. Toda a gente tem um complexo Peter-Pan, certo?

Ser despreocupada para sempre, adiar a "adultez" o mais possível, não dormir para não acordar um dia mais velha. Quero manter a minha ingenuidade e simplicidade. Crescer é ficar calculista e cínica, tal como o mundo dos adultos o é.



















Quero continuar a dançar com os ombros desprovidos de qualquer peso, para poder movimentar-me pela sala com maior facilidade. Ouvir aquela música juvenil e beber frisumo, ao mesmo tempo que me perco dos braços gigantes de um puto.



Quente e pesado, o hálito dele deixa-me leve, levezinha por entre aqueles beijos. Uma criança num corpo de homem, e uma pequena sonhadora aprisionada num corpo de mulher.



Perco-me.



Esqueço quem sou, o que sou, o que faço, de onde vim, para onde vou.

Esqueço toda a minha essência, desapareço em mim própria para nele me reencontrar.

Tudo isto quando me beija.

Um furacão de emoção silenciosa, que finalmente me deixa recuperar o folêgo em apneia.

Ele fá-lo propositadamente, estou certa. Percebe o efeito que tem em mim, dá-me muito para tirar-me mais ainda. E é essa a dicotomia que nele atrai.



Faz pequenas pausas de prazer, que me parecem eternidades. Pequenas pausas no prazer que me preparam para um prazer maior. Um prazer que chega a doer pelas mãos da dúvida de o voltar a ter.

Recupera o fôlego e pára.
Pára bruscamente.
Dá-me oportunidade de recuperar, caso contrário chegaria ao ponto de ser demasiado, o prazer. Demasiado doloroso, uma emoção a qual o corpo não está preparado. O momento fugaz suficiente para me olhar nos olhos, com um misto de desejo e insatisfação, uma insatisfação furiosa, de quem quer mais, um desejo carinhoso, de quem tem que lhe baste. Não sou objecto nem objectivo, naquela pausa propositada de prazer. Sou tudo. Naquele momento sou o ar que ele respira, a pele que ele cheira, o sentimento que o alimenta.



Recupero para voltar a perder-me. Deixar-me perder. Naqueles braços monstruosos, naqueles suspiros de prazer que é desejo, naquela ânsia que é dor, aquela ternura violenta e vigorosa, naquela leveza que é o prazer.







"Think of salad days, they were folly and fun, they were good, they were young", Young Marble Giants.

29 September 2007

it ain't necessarily so.


Be wary of others

The ones closest to you

The poison they feed you

And the voodoo that they do

But in rebellion

There's a sparkle of truth

Don't just stand there

Do what you got to do

You'll find it in rebellion

Your body starts breathing

They're not believing what they're seeing

'Cause you're rebellion

You'll find it so compelling

With everyone yelling

'Cause your soul, you're not selling

'Cause you're rebellion

16 September 2007

"If I ever hurt you, your revenge will be so sweet because i'm scum."

If i stop lying i'll just disappoint you.


























"So I sing a song
To reel 'em in
It's a song I've sung before
And a song I'm gonna sing again
I mean every word
I don't mean a single one of them

Oh Lord, make me pure - but not yet

I don't have to try
I just dial it in
I've never found a job that for me was worth bothering
I got a ton of selfish genes and lazy bones beneath this skin
Oh Lord, make me pure, but not yet

Smoking kills
Sex sells
I've got one hand in my pocket but the other one looks cool as hell
I know I'm gonna die so my revenge is living well
Oh Lord, make me pure, but not yet

I stopped praying
So I hope this song will do
I wrote it all for you

I'm not perfect but you don't mind that, do you?
I know you're there to pull me through, aren't you?

So I look for love
I like the search
And I'll be standing for election all across the known universe
Every president get the country she deserves

Oh Lord, make me pure, but not yet

And I've been seeing
Somebody's wife
She said she'd leave him for me and I said that wasn't wise
You can't lie to a liar because of all the lies
Oh Lord, please make me pure,but not yet."